SEO técnico: o que verificar no teu site e por onde começar

SEO técnico: o que verificar no teu site e por onde começar

SEO técnico explicado para PMEs: rastreio, indexação, velocidade, dados estruturados e erros comuns, com uma checklist prática para auditares o teu site.

Para acertar no SEO técnico, confirma três coisas por esta ordem: o Google consegue aceder às tuas páginas (rastreio), decide guardá-las (indexação) e o site carrega depressa o suficiente (velocidade). Se falhar um destes pontos, o melhor conteúdo e os melhores links não chegam a render. E não existe forma de forçar o Google a indexar uma página: podes remover obstáculos e dar sinais claros, mas a decisão é dele.

O que inclui o SEO técnico na prática

O SEO técnico é tudo o que, no site, não é texto nem links de outros sites: ficheiros, código, servidor e estrutura. Ao contrário do conteúdo, o utilizador raramente o vê, mas o Google depende dele para funcionar. Se queres a visão geral antes de entrar no detalhe, lê o que é SEO e como funciona a otimização para o Google.

Na prática, falamos de seis áreas:

  • Rastreio: o robots.txt e a estrutura de links internos permitem que o Googlebot chegue às páginas que importam.
  • Indexação: as páginas certas estão no índice e as erradas (duplicadas, de teste, de resultados internos) ficam de fora.
  • Velocidade e experiência: tempos de carregamento e estabilidade visual, sobretudo em telemóvel.
  • Estrutura e URLs: endereços curtos, legíveis e coerentes, sem cadeias de redirecionamentos.
  • Dados estruturados: marcação que ajuda o Google a perceber o que cada página é.
  • Segurança e acessibilidade: HTTPS em todo o site e código que não exclui quem usa tecnologias de apoio.

Rastreio e indexação: o primeiro filtro

O Google descobre páginas através de links e de sitemaps, visita-as (rastreio) e só depois decide se as guarda (indexação). Uma página pode ser rastreada e mesmo assim ficar de fora do índice, por exemplo por ser demasiado parecida com outra ou por ter pouco conteúdo útil.

Os bloqueios mais comuns são técnicos e fáceis de criar sem querer:

  • Uma regra Disallow: / no robots.txt, esquecida depois de o site ter estado em desenvolvimento.
  • Uma etiqueta noindex herdada de um tema ou de um plugin.
  • Um canonical a apontar para outra página.
  • Páginas importantes sem nenhum link interno a apontar para elas.

Como verificar se uma página está indexada?

Abre o Google Search Console e usa a inspeção de URL: mostra se a página está no índice e, se não estiver, o motivo declarado pelo Google (por exemplo, "Rastreada, mas atualmente não indexada"). Podes pedir indexação, mas é só um pedido de nova visita, não uma ordem. Se o problema for mais geral, o artigo porque o meu site não aparece no Google cobre as seis causas mais frequentes.

O sitemap ajuda a descoberta. Um ficheiro aceita até 50 000 URLs ou 50 MB sem compressão; acima disso divide-se em vários. Se ainda não tens um, vê como criar e submeter um sitemap. Inclui apenas URLs que devolvem código 200 e que queres mesmo ver indexadas.

Velocidade e Core Web Vitals

O Google mede a experiência real com três métricas, as Core Web Vitals, e define o que considera "bom":

MétricaO que medeLimite considerado bom
LCPTempo até aparecer o maior elemento visívelaté 2,5 segundos
INPResposta a cliques e toquesaté 200 milissegundos
CLSSaltos de layout durante o carregamentoaté 0,1

As causas habituais de um LCP fraco em PMEs são imagens enormes sem compressão, fontes pesadas, demasiados plugins e alojamento lento. Para um CLS alto, o culpado costuma ser imagens e anúncios sem dimensões definidas. Para ler os números sem te perderes, tens o guia sobre PageSpeed e a pontuação de velocidade.

Um aviso honesto: a pontuação de laboratório de uma ferramenta não é o mesmo que os dados reais de utilizadores. Usa-a para encontrar o que corrigir, não como objetivo em si.

Checklist de SEO técnico para uma PME

Por ordem de prioridade, e sem precisares de código para a maioria:

  1. Confirma que o robots.txt não bloqueia secções importantes.
  2. Verifica no Search Console quantas páginas estão indexadas e porque não estão as restantes.
  3. Garante um sitemap limpo, submetido e sem URLs com erro ou redirecionadas.
  4. Força HTTPS e uma única versão do domínio (com ou sem www).
  5. Corrige links quebrados (erros 404) e cadeias de redirecionamentos.
  6. Dá a cada página um título e uma meta descrição próprios, e um único H1.
  7. Mede a velocidade em telemóvel primeiro, que é onde a maioria dos visitantes está.
  8. Acrescenta dados estruturados onde fizer sentido (organização, artigos, perguntas frequentes, negócio local).

Se tens um negócio com morada física, junta a isto o trabalho de SEO local. E para um primeiro diagnóstico sem custos, vê o que uma auditoria SEO grátis consegue verificar.

Erros de SEO técnico que se repetem

  • Migrar o site sem plano de redirecionamentos. Os URLs antigos passam a dar 404 e perdes o histórico que tinham.
  • Deixar o noindex ligado depois do lançamento. Acontece com mais frequência do que parece, sobretudo em sites feitos por terceiros.
  • Indexar páginas sem valor, como filtros de loja, resultados de pesquisa interna e etiquetas vazias, que diluem o rastreio.
  • Otimizar só para o computador. O Google indexa primeiro a versão móvel.
  • Resolver tudo de uma vez. Sem prioridade, perde-se semanas em detalhes com impacto mínimo.

Como o Rankly resolve isto

O Rankly é uma plataforma portuguesa, feita pela TechsOn (Alcanede), que junta as verificações técnicas e o trabalho de conteúdo no mesmo sítio. Para o SEO técnico, faz o seguinte:

  • Auditorias com o Lighthouse a sério: desempenho, acessibilidade, boas práticas, SEO e leitura por agentes, em telemóvel e em computador, com o elemento exato a corrigir. Para perceber o que cada secção significa, vê o guia do Lighthouse.
  • Sitemaps e indexação: verifica os sitemaps do site e a indexação no Search Console, página a página.
  • Publicação direta: publica no teu site por WordPress, PrestaShop, Shopify ou ligação própria; sem CMS, aloja em joinrankly.com.

Os passos de uso são simples: 1) regista-te e liga o teu site; 2) corre a auditoria e a verificação do Search Console; 3) corrige primeiro o que bloqueia a indexação e só depois a velocidade e os detalhes.

Os planos custam, sem IVA, 39 EUR/mês (Essencial), 89 (Negócio), 179 (Crescimento) e 349 (Agência). Pagando ao ano, tens dois meses de desconto. Há uma experiência gratuita de 3 dias, sem cartão, com as funcionalidades do Negócio.

O que o Rankly não faz: não força o Google a indexar nada e não garante posições. Também não substitui um programador quando a correção exige mexer no código ou no servidor; aponta o problema e o elemento afetado, a alteração fica contigo ou com quem gere o site.

Rankly ou outras opções?

OpçãoMais indicada quandoLimite
Folha de cálculo e verificação manualTens um site pequeno e tempo para o fazerNão escala e é fácil falhar páginas
Ferramentas gratuitas do GoogleQueres dados oficiais de um site sóCada ferramenta mostra uma parte e tens de as cruzar
Agência ou consultorO site é complexo ou precisa de desenvolvimentoCusto mais elevado; vê como escolher uma agência SEO
RanklyQueres auditoria, indexação e conteúdo num só sítio, em portuguêsNão faz as correções de código por ti

Se estás a comparar plataformas, o artigo sobre ferramentas de SEO e como escolher ajuda a decidir.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre SEO técnico e SEO on-page?

O SEO técnico trata da infraestrutura: rastreio, indexação, velocidade, estrutura de URLs e dados estruturados. O SEO on-page trata do conteúdo visível de cada página, como títulos, textos e imagens. Os dois funcionam em conjunto: sem base técnica, o conteúdo pode nem ser indexado.

Preciso de saber programar para fazer SEO técnico?

Não para a maior parte da checklist. Verificar indexação, sitemap, títulos e links quebrados faz-se com o Search Console e uma ferramenta de auditoria. Para otimizar o código, o servidor ou a velocidade a fundo, convém apoio de quem gere o site.

Com que frequência devo rever o SEO técnico?

Faz uma auditoria completa pelo menos uma vez por trimestre e sempre que mudares de tema, de alojamento ou migrares o site. Entre auditorias, consulta o relatório de indexação do Search Console, para detetar cedo quedas de páginas indexadas.

Posso forçar o Google a indexar uma página?

Não. Podes pedir a inspeção no Search Console, ter um sitemap limpo e ligar a página a partir de outras, mas o Google decide se a indexa. Se não indexar, o motivo costuma ser conteúdo duplicado, pouco valor ou um bloqueio técnico.

Se queres ver onde o teu site falha, experimenta o Rankly gratuitamente durante 3 dias, sem cartão, e corre a primeira auditoria.